STL não tem split – e por que isso não é importante!

Orientação a objetos é um paradigma de programação muito usado nas linguagens consideradas modernas, tais como: C++, Java, C#, entre outras… Em teoria, um código orientado a objetos pode ser facilmente reusado e entendido. Porém, eu gostaria de analisar um caso neste post. Então, vamos fazer um pequeno exercício por aqui.

Aviso: Orientação a objetos (OO) é um paradigma de programação que envolve classes e objetos, polimorfismo, herança, e uma série de outros recursos. Ter ou usar objetos não significa que seja orientado a objetos em sua plenitude. Uma das premissas da OO é que o estado interno dos objetos deve ser inacessível externamente – isso se chama encapsulamento. No entanto, encapsulamento do estado sempre é bom? Fica aí algo para pensarmos, não é mesmo?

São constantes as reclamações que C++ não tem funções básicas na STL como, por exemplo, string split. Então, vamos implementar uma por aqui.

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Por quem os ponteiros dobram, estrelando std::accumulate

O std::accumulate é um algoritmo de operação numérica, da mesma forma que std::iota explorado anteriormente (http://simplycpp.com/2015/11/06/mestre-iota/), reside no header <numeric> da STL: http://www.cplusplus.com/reference/numeric/accumulate/.

Seu objetivo, até mesmo porque o nome desta função dá uma dica, é acumular elementos que pertencem a um range fornecido por um par de iterators (usualmente begin e end para uma sequência completa). O std::accumulate também possui um valor inicial para o acumulador que é fornecido como terceiro parâmetro desta função.

Supondo um array de tamanho 10 e já inicializado como container de referência para os exemplos a seguir:

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Mestre Iota

Iota é a nona letra do alfabeto grego, ela é equivalente à letra i do nosso alfabeto. Por convenção ou hábito, utilizamos a letra i na programação para indicar algum tipo de incrementador, como por exemplo, em um for-loop.

Curiosamente, iota, como identificador, também é utilizado na programação para indicar uma sequência finita e consecutiva de números inteiros, como por exemplo, [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10]. Inclusive, originalmente na STL existia a função iota, inspirada pela linguagem de programação APL, você pode conferir neste link: http://www.sgi.com/tech/stl/iota.html

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Range loops – Escrevendo código seguro

Eu estava olhando um código de um sistema e me deparei com um trecho que me fez torcer o nariz. O código funcionava, mas imediatamente vi dois problemas potenciais:

  1. Bug de int/unsigned int
    1. Um vector::size() – 1
    2. Se size for 0, o resultado será 4294967295 ou 0xFFFFFFFF!
  2. Código confuso e facilmente quebrável
    1. msgs[count] – Não tem offset dinâmico
    2. Um count inválido pode quebrar o programa

Eu suponho que a pessoa que desenvolveu o código fez dessa forma para pegar os itens que estavam no vector, excluindo os itens da borda (0:n), mas como seria essa implementação da forma STL de se programar ?

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Iterator com predicado, o que é isso?

O iterator é um objeto que aponta ou indica um elemento em uma extensão de elementos, tais como containers da STL (por exemplo: std::vector) ou um array.

A Standard Template Library (STL) possui uma boa variedade de containers ou coleções que podem armazenar elementos, onde uma das operações naturais sobre estes containers são as iterações – assim é possível percorrer ou visitar cada elemento presente. Certa vez, li uma definição do relacionamento entre os principais recursos da STL (iterators, algorithms e containers) que era algo do tipo: algorithms atuam em containers através de iterators. Esta é uma definição simplificada e válida do que chamamos de “STL-way”. Se tentar copiar elementos de um std::vector para outro std::vector, provavelmente utilizará um std::copy e passará um par de iterators (begin e end) para indicar a extensão a ser copiada, além de utilizar um outro iterator para indicar o destino:

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